segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Arcadismo do século XXI

 É como se eu tivesse te vendo a todo tempo. Está aqui, mas não consigo te tocar. Consigo imaginar a gente junto, andando de mãos dadas, mas não te acho para fazer tudo que sonhei. Chega a ser cansativo correr para te abraçar, mas quando estou próxima a te envolver em meus braços, você se afasta mais um pouco. Mas não me dou o privilégio de ficar sentada, sem fazer nada. Continuo esperando, refletindo o que o grande arcadista Gonzaga escreveu maravilhosamente em um dos seus diversos poemas: "Que efeitos são os que sinto? Serão efeitos de amor?". Será que amar é sempre assim? Um sempre ama mais que o outro? Ou melhor seria a pergunta, será que é somente uma pessoa que ama, em uma conta que a soma dá dois?
 De repente, vejo-me em um dos cenários do Arcadismo do século XVIII. Querendo muito que o amor seja uma linguagem mais simples, sem abuso de contradições, querendo valorizar a simplicidade da vida e os prazeres do amor.
  Sinto em todo o meu o desejo de viver em locus amenos*, onde a minha busca é de uma paisagem agradável e propícia aos meus amores. E aonde será esse lugar? Não sei ao certo, mas a minha áurea mediocre diz que, esse lugar, é o seu coração.





*Locus amenus: se refere ao Arcadismo, onde essas é uma das suas características. Diz que locus amenus, significa "lugar ameno" para se amar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário