Viajar é sempre bom né? Dá para pensar na vida, relaxar e ter a garantia que ninguém se importará se você ficar quietinha na poltrona, conversando com seus pensamentos. E foi exatamente assim que fiquei. Coloquei o fone de ouvindo, e me desliguei do mundo. E depois de meia hora, percebi que já não entendi nada da letra, não sabia nem o nome da minha música favorita!
Fiquei catucando a mente com coisas que (imaginava) que eram ultrapassadas, que eu desejaria muito que sumissem num piscar de olhos. Mas não, tirei da cova aquilo que deveria estar sepultado há muito tempo. Aí já viu: quanto tiro sentimentos, situações do fundo do baú, eu quero novamente poder revivê-los. Porém, já não é mais tempo, e eu fico imaginando o que poderia ter sido feito se eu agisse de uma outra forma. Não é arrependimento por não ter feito o que agora eu desejaria fazer, por favor! É a curiosidade falando mais alto que a própria razão, e eu tendo que explicar para mim mesma que não dá mais tempo, que foi bom no momento que aconteceu e no tempo que deveria ter acontecido.
Contudo, foi prazeroso ter que pensar em tudo que vivi. É bom ter um sentimento falando que de tanto que joguei no verde, colhi o maduro. E foi melhor ainda, saber que o fruto que colhi está de novo em meu coração.

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