Quando eu vejo quem eu era, quem estou sendo e quem desejo ser, contemplo abismos. E poderia ser diferente? Gostava de me imaginar como uma pessoa segura, mas a fantasia de mulher maravilha, já não está cabendo... Isso se pensar que um dia coube.
As lágrimas no fim do dia e o esforço contínuo para não gritar de raiva nas aulas de filosofia, tornaram-se como provas do meu crime. Errei ao querer ser uma boneca de porcelana e continuaria no erro se eu não voltasse a me expressar. Uns falam, outros desenham e mais alguns cantam. E eu? Escrevo! Entendo que nem todos estarão dispostos a ler, talvez um desconhecido se importe. Contudo, convenhamos, para quem há tanto tempo perdeu-se de si mesma, um outro conseguir me enxergar, é esperança de vida. Você pode tentar?

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