domingo, 24 de junho de 2012

Liberdade para ir e vir

 Ela nunca questionou o motivo de ser diferente dos demais. Achava que  motivo de ficar em casa todo o fim de semana, era normal. Na verdade, ela não se enquadrava em nenhum tipo que a sociedade oferecia. Porém, esse mundo é injusto! E como é hein?! Começou a deixar a menina quietinha, àquela que nunca ligava para o que os outros pensavam, pensativa. A coitadinha começou a questionar o motivo dela ficar em casa. E infelizmente, ela teve que ultrapassar os próprios limites para aprender que ela era única e que não precisava fazer parte de nada para ser amada.
  Começou a andar com gente estranha - não que ela já não andava com gente muito diferente dela- mas agora, ela começou a praticar coisas estranhas. Os colegas da escola, sempre depois da aula, iam para o bar beber. E ela começou a beber também. Nunca gostou daquelas bebidas, mas queria se enquadrar em um "grupo". As atitudes dela em casa, já não eram as mesmas. Tudo estava mudando.
  Demorou um tempo para ela se "ligar" e cair na real, que nada daquilo era dela. Nada daquilo era o que ela queria. E tiveram que acontecer muitas coisas ruins, para ela finalmente se lembrar de quem ela era. A volta, foi muito difícil. As noitadas do fim de semana, teve que acabar. E não foi fácil, ela já estava habituada áquela vida indesejada do presente. Foi difícil, mas ela conseguiu. Ela conseguiu achar em meio a angústia de lembrar de quem ela era, um Deus que a abraçou. Um Deus que a consolava na hora da aflição.
  Essa menina, encontrou em Deus quem ela queria ser. Encontrou alguém para se espelhar. Ela pode encontrar n'Ele, alguém que não queria enquadrá-la em meio nenhum. Alguém que a acolhia mesmo na pobreza da alma. E você? Se identifica com a menina? Se sim, você não precisa passar pela mesma coisa que a menina passou. Você não precisa se submeter à algo em que, muitas vezes você não concorda. Você não precisa do mundo. Você só precisa, de Deus.





Obs.: Fiz este texto para mostrar a minha indignação com pessoas que querem nos colocar em um grupo fixo. Não é porque somos alegres que somos palhaços, não é porque somos calmos que uma brincadeira de mal gosto não nos irá entristescer. Não nos coloque em um grupo, não se coloque em um grupo. A sociedade é injusta, e o que você fala livre, é o que te coloca preso.

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