A pior coisa que tem para quem gosta de escrever, é querer falar sobre determinado assunto e não conseguir terminar uma frase. Dá uma aflição, uma vontade insuportável de jogar fora o teclado por causa que as palavras não saem. Ou se saem, ficam sem sentido e não transmitem a exata emoção que queremos transmitir. É chato. O meu peito anseia por palavras novas, mas tudo que tenho é palavras velhas misturadas com sentimentos velhos. E que por acaso, querem ressurgir. Mas eu sei o que acontece quando esses sentimentos vêm, e acreditem, não vem nada quando eles surgem.
Poderia muito bem falar de qualquer outra coisa que não seja o meu coração, mas essa não seria a completa doação de mim mesma. Falar sobre sentimentos é o que me faz ser quem sou. Já deixei de questionar o porque de eu ser tão sentimento e não ser nada razão. Já me conformei com isso e sei lá, acho que fiz o melhor. Aí, depois de um momento você percebe que tenta preencher o espaço vazio do blog com palavras que não fazem sentidos. Reformulando a frase, depois de um momento eu me vejo preenchendo as entrelinhas do meu coração.
Terminarei este texto para não deixar com um ar de tristeza. Só estou tentando esvaziar o vazio que sinto quando não escrevo. Sim, é triste, mas não deixarei me abater por isso. E esse é o motivo deste texto: mostrar que por mais que as palavras não saiam, ou façam sentindo, eu ainda estou aqui. Eu ainda vivo para escrever, eu ainda vivo para sentir o que escrevo.

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